domingo, 27 de novembro de 2011

Plano de aula

Autor Grace Luciana Pereira

SAO PAULO - SP
Universidade de São Paulo

Modalidade / Nível de EnsinoComponente CurricularTema
Ensino Fundamental Final Pluralidade Cultural Direitos humanos, direitos de cidadania e pluralidade

Dados da Aula

O que o aluno poderá aprender com esta aula

Discutir sobre o preconceito e suas raízes na cultura brasileira partindo da abolição no Brasil; Aprender sobre o que o Código penal diz sobre racismo. Discutir o artigo 5º da Constituição Brasileira.

Duração das atividades

Uma seqüência de atividades de 6 aulas

Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno

Descobrir o que os alunos sabem sobre a abolição da escravatura. Discussão sobre histórias de preconceito que os alunos conhecem. Verificar qual o conhecimento dos alunos sobre a lei em relação à discriminação.

Estratégias e recursos da aula

onde_voce_gurada_seu_racismo

Diálogos contra o Racismo

Orientações ao professor

  • É fundamental que o professor estabeleça combinados com a classe para discutir o tema, para que não haja constrangimento entre eles.
  • Converse com os alunos que o disparador para a discussão do tema em pauta serão alguns vídeos de uma campanha chamada: Onde você guarda o seu racismo, que demonstra vários depoimentos sobre racismo.
  • A cada depoimento debata com os alunos suas opiniões, reflexões, o momento de debate:compartilha, suscita, desafia o aluno a pensar sobre as questões propostas. Estabeleça combinados para que cada um possa se expressar e todos possam ouvir.
  • Levante com os alunos filmes, músicas e livros que conhecem que abordam o tema, estimule que as fontes de pesquisa sejam utilizadas. Para tal, professor, tenha uma lista para repertoriar os alunos. Seguem algumas sugestões.
    Estimule os alunos a lerem as histórias sobre o tema, jornais e trocarem suas impressões sobre os mesmos.
    Caso seja possível, utilize os recursos de internet para enriquecer as pesquisas, troca de e-mail para uma entrevista com algum pesquisador sobre discriminação racial, um advogado que pode esclarecer dúvidas legais, etc.
    É fundamental que o professor assista novamente cada um dos filmes elencados pelos alunos para análise. Faça um registro de suas impressões e reflexões para se necessário fortalecer o debate entre os alunos.

Seqüência didática:

1. Discutir sobre a abolição, a escravidão e as conseqüências históricas desta fase para a população brasileira afro-descendente como recurso utilize http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/recursos/10014/me003992.wmv

A abolição: parte I


2. Lançar questões para pesquisa tais como:
- O que é Intolerância?
- O que é Xenofobia?
- O que é Preconceito?
- O que é Estereótipos?
- O que é Apartheid?
- O que é Discriminação?
- O que é Racismo Aberto e Oculto?

3. Faça uma seleção de filmes e peça para em casa o aluno assistir e relatar por escrito, como o racismo e o preconceito se manifestam no filme. Como os alunos poderão escolher filmes diferentes, isso pode estimular uns aos outros a também assistirem o filme relatado pelo colega. Depois na sala de aula, peça para os alunos que assistiram aos mesmos filmes se reunirem e debaterem no pequeno grupo, seus registros e relacionar com os termos estudados na pesquisa. Os alunos devem posteriormente socializar a opinião do grupo e suas reflexões com a classe toda.

4. Peça para os alunos fazerem uma pesquisa de quantos empregados domésticos há nas novelas e quantos destes são negros e produzam uma tabela e um gráfico; Debata sobre a situação do negro no mercado de trabalho. Os alunos podem pesquisar artigos sobre o assunto na Internet e socializar as descobertas.

5. Discutir sobre a relação pobreza e discriminação racial.

6. Apresente o 5º Artigo da Constituição Brasileira e discuta seu significado para nossa sociedade. http://www.culturabrasil.org/artigo5.htm

7. Discutir as punições para a discriminação no Código Penal.

8. Tocar a música- Dias Melhores do grupo Jota Quest e conversar com os alunos sobre medidas efetivas que eles podem adotar para combater o racismo na escola e na comunidade.

9. Lançar uma campanha contra o preconceito na escola e na comunidade.

10. Divida a classe em grupos e peça que cada equipe prepare uma forma de denunciar o preconceito, podem ser elaboração músicas ou paródias, representação de trechos de filmes, peça teatral, uma poesia, etc.enfim um Festival contra o preconceito. Convide a comunidade e faça uma ciclo de debates entre a comunidade escolar e do entorno.

Dica: Caso o professor queira pode publicar um blog sobre o tema no qual os alunos podem ser responsáv eis por alimentar as informações.

blog_plano_aula

Sugestão de filmes que abordam a t em ática estudada:

  1. Homens de Honra

  2. O xadrez das cores- disponível no site http://portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=2932

  3. A Incrível História da Mulher que Mudou de Cor http://portacurtas.uol.com.br/pop_160.asp?cod=1934&exib=324

  4. Quase Deuses

  5. La Amistad

  6. Crash no limite

  7. Quanto vale ou é por quilo?

  8. Cronicamente inviável

  9. Malcolm X

  10. Tempo de matar

  11. Duelo de Titãs

  12. A outra história americana

  13. Cidade de Deus

  14. Diamante de sangue

  15. Escritores da Liberdade

  16. Ao mestre com carinho

Músicas


Racismo é burrice- Gabriel Pensador http://letras.terra.com.br/gabriel-pensador/137000/
Dias melhores Jota quest- http://vagalume.uol.com.br/jota-quest/dias-melhores.html

É imprescindível que o professor assista ao filme antes de indicá-lo para verificar se ele é apropriado para seus alunos.

Fazer uma pesquisa prévia sobre quantos alunos conheciam sobre: Os termos estudados; Os artigos do Código Penal e da Constituição Brasileira Realizar um debate sobre o tema e perceber o quanto os argumentos dos alunos apresentam conteúdos mais concisos.

Fonte: Portgal do Professor

quinta-feira, 3 de março de 2011

21 de março

21 de março: Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial
Declarado em 1976 pela ONU como o Dia internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, o 21 de março relembra o massacre de Sharpeville, África do Sul, ocorrido em 1960, ocasião em que foram assassinadas, pelo governo do apartheid, 60 pessoas negras em protesto pacífico contra a obrigatoriedade de trazerem sempre consigo o Livro de Passes, documento que permitia o acesso às áreas administradas pelos brancos.

segunda-feira, 26 de julho de 2010


Dia 24 de julho de 2010 houve a II edição do CAFÉ E IDEIAS
O Movimento Cultural de Conscientização Negra Tubaronense (Mocnetu), promoveu o 2º Café com Ideias, sábado 24, na sede da Sociedade Recreativa 1º de Maio, em Tubarão.
O evento teve como objetivo principal comemorar o dia Internaciona de Luta da Mulher Negra Latino-americana e caribenha (25/07) ;além de saborear um delicioso café,as (os)convidadas(os) tiveram o microfone à disposição para expor suas ideias,reivindicações,projetos, etc.;com destaque para a participação das mullheres negras na sociedade.
No encontro, promovido pelo MOCNETU, que tem como presidente Alaíde Emilia Cardoso Correa, contou com a presença do ouvidor da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Humberto Adami Santos Jr. e da Desembargadora (1ª juiza negra do TRT de SC_Maria Aparecida Caitano.



quinta-feira, 22 de abril de 2010

Calendario de datas importantes

Datas Importantes

Janeiro - Fevereiro - Março - Abril - Maio - Junho

Julho - Agosto - Setembro - Outubro

Novembro - Dezembro


Março
21 e março - Dia Internacional para Eliminação da Segregação Racial


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El Día Internacional de la Eliminación de la Discriminación Racial se celebra el 21 de marzo de cada año. Ese día, en 1960, la policía abrió fuego y mató a 69 personas en una manifestación pacífica contra las leyes de pases del apartheid que se realizaba en Sharpeville, Sudáfrica. Al proclamar el Día en 1966, la Asamblea General instó a la comunidad internacional a redoblar sus esfuerzos para eliminar todas las formas de discriminación racial ( resolución 2142 (XXI) ).

Enlaces con sitios de las Naciones Unidas y del sistema de la ONU:
Naciones Unidas
Oficina del Alto Comisionado para los Derechos Humanos

Día Internacional de la Eliminación de la Discriminación Racial (El Ciberbús Escolar)
Conferencia Mundial contra el Racismo, la Discriminación Racial, la Xenofobia y las Formas Conexas de Intolerancia (2001 : Durban, Sudáfrica)

UNESCO

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Abril
7 de abril - Dia Mundial da Saúde
Foi instituído pela Organização Mundial de Saúde – OMS, fundamentado no direito do cidadão à saúde e na obrigação do Estado na promoção da saúde.

Maio
7 de maio - Dia Mundial das Crianças Afetadas e Infectadas pelo HIV/ AIDS

O objetivo desse movimento é influenciar as autoridades para que criem, em particular com os recursos do "Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária", programas adaptados às necessidades dessas crianças, com o fim de integrá-las à sociedade. Várias cidades do mundo já oficializaram o dia 7 de maio como dia de reflexões e de ações visando a inclusão com qualidade e respeito a essas crianças e adolescentes. Objetiva-se dessa maneira usar a aliança do número maior possível de cidades como prova de credibilidade, com o fim de fazer os governos honrarem todas as promessas feitas na "Declaração de Compromisso sobre HIV/AIDS" de junho de 2001, durante a Sessão Especial da Assembléia Geral das Nações Unidas.
No Brasil, apesar da decisão no encontro Nacional de ONGs/aids do reconhecimento desse dia, o congresso Nacional não tomou qualquer iniciativa de reconhecer essa data.

(http://www.gaparp.org.br/artigos/index.php?id=134&page=1)

13 de maio - Dia Nacional de Luta contra o Racismo


18 de maio - Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

A data de 18 de maio foi estabelecida em 2000, pela Lei Federal nº 9.970, como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Tem como objetivo mobilizar a sociedade para o problema da violência sexual infanto-juvenil. A data foi escolhida para que não seja esquecida a história de Araceli Cabrera Sanches, que aos oito anos de idade foi seqüestrada, drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. A participação da população é fundamental para que este crime seja denunciado e punido, mas principalmente para que o jovem tenha sua sexualidade respeitada. Saiba como denunciar no site da ABRAPIA: http://www.abrapia.org.br ou ligue para 0800 990500


25 de Maio - Dia da África
Todo o dia 25 de maio é comemorado o “Dia da África”, e foi neste mesmo dia no ano de 1963, que 32 chefes de estados africanos se reuniram contra a colonização e subordinação que seu continente sofria repetidamente há séculos, vendo suas riquezas naturais e humanas sendo roubadas por povos que se consideravam superiores. A partir daí surgiu a Organização da Unidade Africana (OUA), hoje União Africana, que representa a riqueza e o futuro de liberdade num continente sem fronteiras entre os países. Dada a importância daquele momento, a ONU instiuiu o 25 de maio como sendo o “Dia da Libertação da África”, quando diversos eventos são realizados para comemorar a data.


28 de maio - Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher
Em 1987, na Costa Rica, realizou-se o V Encontro Internacional Mulher e Saúde, ocasião em que as participantes aprofundaram questões relacionadas à morte das mulheres durante a gravidez, o parto, o pós-parto e decorrente de abortos realizados em condições inadequadas. Como estratégia de combate a essas mortes, com 98% de causas evitáveis, as mulheres decidiram por um conjunto de ações capazes de tornar mais visivel a mortalidade materna em todo o mundo. Logo, depois do V Encontro, em uma reunião realizada no dia 28 de maio, oitenta mulheres de várias nacionalidades instituíram o 28 de Maio como Dia de Ação pela Saúde da Mulher, tomando como subtema, naquele momento, a morte materna.
Tem muito mais no site:

http://www.redesaude.org.br/html/folheto28maio04.html

Junho
04 de junho - Dia Internacional das Meninas e Meninos Vítimas de Agressão

6 de Junho - Dia da Adoção da Convenção de Belém do Pará
Em 6 de junho de 1994 foi aprovada pela Assembléia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher, conhecida como Convenção de Belém do Pará, que foi ratificada pelo Brasil em 27 de novembro de 1995.

16 Junho - Dia da Criança Africana
Em Soweto, África do Sul, milhares de estudantes crianças negras foram para as ruas em 1976, em marcha para protestar sobre a qualidade inferior de sua educação e reivindicar o direito de ser ensinadas em sua própria língua. Centenas de jovens meninas e meninos foram baleados e mortos, e, em duas semanas de protesto que seguiram, mais que cem pessoas foram mortas e milhares foram feridas.
Para honrar a memória daqueles(as) que foram mortas e a coragem dos que marcharam, o Dia da Cirança Africana tem sido celebrado no dia 16 de junho, todos os anos, desde 1991, quando foi pela primeira vez iniciado pela Organização Unidade Africana. A data serve também para chamar a atenção para a vida das crianças africanda hoje.
Source: HREA- Human Rights Education Association

Julho
25 de julio - Dia Internacional da Mulher Negra Latinoamericana e Caribenha

Em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingo (República Dominicana), definiu-se que este dia seria o marco internacional da luta e resistência da mulher negra. Desde então, vários setores da sociedade têm atuado para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em conta a condição de opressão de gênero, raça e etnia vivida pelas mulheres negras latino-americanas e caribenhas.

Agosto
23 de agosto
- Dia Internacional da Memória do Tráfico Negreiro e de sua Abolição

Foi decretada pela Unesco em 1999. Foi escolhida por ser a data da revolta de Sao Domingo,por Dessaline e Toussaint Louverture em 1791. Comemora a insureição que houve na ilha de São Domingo, hoje Haiti e República Dominicana, na noite do dia 23 de agosto de 179. A revolta abalou o sistema escravocrata e deu nascimento ao processo da abolição do tráfico negreiro translatlântico. Representa a data da primeira republica negra que foi liberada pelos próprios negros em luta contra os franceses.

29 de agosto - Dia Nacional da Visibilidade Lésbica - Brasil
Foi deliberado, durante o I SENALE - Seminário Nacional de Lésbicas -, realizado no Rio de Janeiro de 29 de agosto a 1 de setembro de 1996, que o dia 29 de agosto seria celebrado como o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. Diversas atividades foram realizadas em comemoração a esta data pelo Brasil: Belo Horizonte (ALEM), Rio de Janeiro (Coletivo de Lésbicas Elizabeth Calvet e Grupo de Mulheres Felipa de Souza), Porto Alegre (Grupo Nuances), São Paulo (Setorial GLBTT do PT), entre outras
.

Setembro
14 de setembro - Dia Latinoamericano da Imagem da Mulher nos Meios de Comunicação

Esta data foi uma iniciativa de um de periodistas e comunicadoras que participaram do V Encontro Feminista Latinoamericano y del Caribe, realizado em novembro de 1990, na localidade de San Bernardo, Argentina. Se elegeu o dia 14 de setembro, porque nessa data começou a transmitir pela Rádio Nacional de Braília o programa Viva Maria, conduzido pela jornalista Mara Régia, uma pionera da rádio brasileira. Este programa, comprometido con a situação da mulher no Brasil, se manteve no ar por um espaço de dez anos, dmas em maio de 1990 foi censurado por pressões governamentais.

15 de setembro - Adoção da declaração e Plataforma de Ação de Beijing (ONU, 1995)

23 de setembro - Dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças
Na Conferencia Mundial de Coligação contra o Tráfico de Mulheres que aconteceu en Dhaka, Bangladesh, em janeiro de l999, se elegeu o 23 de setembro como Dia Internacional contra la Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Meninas e Meninos, em homenagem a lei nº 9.143 do ano de 1913, promulgada nesta data e conhecida pelo nome de Lei Palacios. Foi a primera com essas características no mundo. A Lei punia de 3 a 6 anos de prisión quem promovesse ou facilitasse a prostituição ou corrupção de menores de idade ao menos mediante consentimento, ou de maiores de idade en caso de violência ou intimidação.

28 de setembro - Dia de Luta pela Descriminalização do Aborto na América Latina e Caribe
Há duas décadas as mulheres latino-americanas e caribenhas vêm se unindo na luta pelos direitos sexuais e reprodutivos e pela justiça de gênero. No 5º Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe (Argentina, 1990), foi criado o Dia pela Descriminalização do Aborto na América Latina e Caribe, um tema de unânime e prioritária preocupação. O 28 de setembro foi escolhido como data de referência para essa Campanha que, desde 1993, vem impulsionando ações nos diferentes países da região.

29 de setembro - Aprovação da Lei 9.100/95 que garante cotas para mulheres na política

Outubro
10 de outubro - Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher

12 de outubro - Dia Internacional da Mulher Indíg

15 de outubro - Dia Mundial da Mulher Rural

17 de outubro - Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

27 de outubro - Dia de Mobilizaçãzo Pró-Saúde da População Negra

Novembro
20 de novembro - Dia Nacional da Consciência Negra
Dia de denúncia, protesto e resistência, em memória do martírio e morte de Zumbi dos Palmares, no ano de 1695. Protesto conta a ideologia da democracia racial. Resistência, que está no espírito de Zumbi e presente na esperança do povo negro.
A lei N.º 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Com isso, professores devem inserir em seus programas aulas sobre os seguintes temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional.

25 de novembro - Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher
Um dia para lembrar, protestar e mobilizar contra a violência à mulher. Definido no I Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, realizado em 1981, em Bogotá, Colômbia, o 25 de Novembro é o Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher. A data foi escolhida para lembrar as irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa), assassinadas pela ditadura de Leônidas Trujillo na República Dominicana. Em 25 de novembro de 1991, foi iniciada a Campanha Mundial pelos Direitos Humanos das Mulheres, sob a coordenação do Centro de Liderança Global da Mulher,que propôs os 16 Dias de Ativismo contra a Violência contra as Mulheres, que começam no 25 de novembro e encerram-se no dia 10 de dezembro, aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada em 1948. Este período também contempla outras duas datas significativas: o 1o de Dezembro, Dia Mundial da Luta contra a AIDS e o dia 6 de Dezembro, Dia do Massacre de Montreal (leia mais sobre o 6 de Dezembro) Em março de 1999, o 25 de novembro foi reconhecido pelas Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher. Fonte: Rede Feminista de Saúde, RedeFax, 26/ 2003.

Dezembro
1º de dezembro - Dia Nacional de Luta contra a Aids

No mundo, 35 milhões de pessoas vivem com HIV/Aids. 15 milhões são mulheres. 90% da epidemia está concentrada nos países em desenvolvimento. Fonte: UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids ), 2000.
No Brasil, os casos de Aids já atingiram cerca de 258 mil pessoas, sendo 73 mil casos em mulheres. A relação de uma mulher infectada para 25 homens, nos anos 1980, passou para uma mulher infectada para cada dois homens, no início deste século. Fonte: Documento de Tendências para Subsidiar o Projeto Igualdade de Gênero na Promoção da Segurança Humana no contexto do HIV/Aids. UNIFEM _ Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher e Rede Feminista de Saúde, 2003.
http://www.redesaude.org.br/html/folheto01dez03.html
Texto completo? Clique no link abaixo
http://www.redesaude.org.br/assets/docs/Folheto1%BAdez.zip

10 de dezembro - Dia Internacional dos Direitos Humanos
A data celebra a adoção, em 1948, pela Organização das Nações Unidas (ONU), da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A Declaração nasceu em resposta à barbárie praticada pelo nazismo contra judeus, comunistas, ciganos e homossexuais e também às bombas atômicas lançadas pelos Estados Unidos sobre Hiroshima e Nagazaki, matando milhares de inocentes. É a partir dessa Declaração que começa a se desenvolver o Sistema Internacional dos Direitos Humanos mediante a adoção de inúmeros Tratados Internacionais voltados à proteção dos direitos fundamentais. Entre eles a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Descriminação contra a Mulher CEDAW - adotada pelas Nações Unidas em 18 de dezembro de 1979.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Consciência Negra, Modo de Usar


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Afrobrasileiros e suas Lutas

Fonte: Lista Racial -
Por Nei Lopes

Quando te disserem que você quer dividir o Brasil em "pretos" e "brancos", mostre que essa divisão sempre existiu. Se insistirem na acusação, mostre que, neste país, 121 anos após a Abolição, em todas as instâncias, o Poder é sempre branco. E que até mesmo como técnicos de futebol ou carnavalescos de escolas de samba, os negros só aparecem como exceção.

Quando, ainda batendo nessa tecla, te disserem que o Brasil é um país mestiço, concorde. Mas ressalve que essa mestiçagem só ocorre, com naturalidade, na base da pirâmide social, e nunca nas altas esferas do Poder. E que o argumento da "mestiçagem brasileira" tem legitimado a expropriação de muitas das criações do povo negro, do samba ao candomblé.

Quando te jogarem na cara a afirmação de que a África também teve escravidão, ensine a eles a diferença entre "servidão" e "cativeiro". Mostre que a escravidão tradicional africana tinha as mesmas características da instituição em outras partes do mundo, principalmente numa época em que essa era a forma usual de exploração da força de trabalho. Lembre que, no escravismo tradicional africano, que separava os mais poderosos dos que nasciam sem poder, o bom escravo podia casar na família do seu senhor, e até tornar-se herdeiro. E assim, se, por exemplo, no século XVII, Zumbi dos Palmares teve escravos, como parece certo, foi exatamente dentro desse contexto histórico e social.

Diga, mais, a eles que, na África, foram primeiro levantinos e, depois, europeus que transformaram a escravidão em um negócio de altas proporções. Chegando, os europeus, ao ponto de fomentarem guerras para, com isso, fazerem mais cativos e lucrarem com a venda de armas e seres humanos.

Diga, ainda, na cara deles que, embora africanos também tenham vendido africanos como escravos, a África não ganhou nada com o escravismo, muito pelo contrário. Mas a Europa, esta sim, deu o seu grande salto, assumindo o protagonismo mundial, graças ao capital que acumulou coma escravidão africana. Da mesma que forma que a Ásia Menor, com o tráfico pelo Oceano Índico, desde tempos remotos.

Quando te enervarem dizendo que "movimento negro" é imitação de americano, esclareça que já em 1833, no Rio, o negro Francisco de Paula Brito (cujo bicentenário estamos comemorando) liderava a publicação de um jornal chamado O Homem de Cor, veiculando, mesmo com as limitações de sua época, reivindicações do povo negro. Que daí, em diante, a mobilização dos negros em busca de seus direitos, nunca deixou de existir. E isto, na publicação de jornais e revistas, na criação de clubes e associações, nas irmandades católicas, nas casas de candomblé... Etc.etc.etc.

Aí, pergunte a eles se já ouviram falar no clube Floresta Aurora, fundado em 1872 em Porto Alegre e ativo até hoje; se têm idéia do que foi a Frente Negra Brasileira, a partir de 1931, e o Teatro Experimental do Negro, de 1944. Mostre a eles que movimento negro não é um modismo brasileiro. Que a insatisfação contra a exclusão é geral. Desde a fundação do "Partido Independiente de Color", em Cuba, 1908, passando pelo movimento "Nuestra Tercera Raíz" dos afro-mexicanos, em 1991; pela eleição do afro-venezuelano Aristúbolo Isturiz como prefeito de Caracas, em 1993; pelo esforço de se incluírem conteúdos afro-originados no currículo escolar oficial colombiano no final dos 1990; e chegando à atual mobilização dos afrodescendentes nas províncias argentinas de Corrientes, Entre Rios e Missiones, para só ficar nesses exemplos.

Quando, de dedo em riste, te jogarem na cara que os negros do Brasil não são africanos e, sim, brasileiros; e que muitos brasileiros pretos (como a atleta Fulana de Tal, a atriz Beltrana, e o sambista Sicraninho da Escola Tal) têm em seu DNA mais genes europeus do que africanos, concorde. Mas diga a eles que a Biologia não é uma ciência humana; e, assim, ela não explica o porquê de os afrobrasileiros notórios serem quase que invariavelmente, e apenas, profissionais da área esportiva e do entretenimento. E depois lembre que a Constituição Brasileira protege os bens imateriais portadores de referência à identidade, à ação e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira e suas respectivas formas de expressão. E que a Consciência Negra é um desses bens intangíveis.

Consciência Negra - repita bem alto pra eles, parafraseando Leopold Senghor - não é racismo ou complexo de inferioridade e, sim, um anseio legitimo de expansão e crescimento. Não é separatismo, segregacionismo, ressentimento, ódio ou desprezo pelos outros grupos que constituem a Nação brasileira.

Consciência Negra somos nós, em nossa real dimensão de seres humanos, sabendo claramente o que somos, de onde viemos e para onde vamos, interagindo, de igual pra igual, com todos os outros seres humanos, em busca de um futuro de força, paz, estabilidade e desenvolvimento.